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QUEM SOU

“A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto”. 

(Darcy Ribeiro) 

 

Bom, meu nome é Gustavo, tenho 24 anos e sou da cidade de Campinas. Me formei recentemente, agora no começo de 2021, em História, pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), tendo uma dupla modalidade de diploma, licenciatura e bacharelado, e dupla ênfase, Patrimônio e História da Arte. Desde o começo da graduação, meu foco central foi mergulhar de cabeça no mundo do ensino, ou seja, sempre esteve em mim o sonho de se tornar um educador. Durante os anos de faculdade, participei de diversos projetos, entre eles destaco: Organizador e cofundador da Semana de Ensino de História (SEHIS); Educador de cursinho popular - Flor de Maio; Pesquisador do Projeto Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC); Pesquisador do Projeto Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e Estagiário da Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Campinas. Atualmente, sou professor da rede estadual de São Paulo, ministrando aulas de história, tecnologia e eletiva, para o Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Além disso, sou Pós-Graduando em Formação Docente: Educação para Inserção Social, pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

Por eu ser de um local periférico da cidade de Campinas, a educação como arma de transformação social é uma coisa muito nova para mim, para ser sincero, esta ideia começou a amadurecer e surgir no último ano do ensino médio, lá em 2014. Muitos que conhecem a minha trajetória me fazem sempre o mesmo questionamento, como aquele Gustavo, que não gostava de estudar e tinha muitas dificuldades, tornou-se este que quer ser um profissional do ramo educativo hoje? Chega a ser irônico, não é? E eu digo a eles, que estes mesmos fatores, são hoje, o combustível para mim, porque querendo ou não, em um ambiente periférico, a educação não é trazida como uma via de escape, e sim como uma inimiga! Um de meus objetivos é trabalhar com essas ideias, mostrar como é possível e como a educação é poderosa e libertadora. Afinal, quando se nasce pobre, ser estudioso é a maior rebeldia contra o sistema!

Segundo o IBGE, das 50 milhões de pessoas com idades entre 14 e 29 anos, dez milhões, ou seja, 20% delas, não tinham terminado alguma das etapas da educação básica. Visto que não existe um sujeito único, muito menos uma história única, nos perguntamos, o que de fato está acontecendo para que essa evasão seja tão alta? Para que serve o conhecimento aprendido? Quais nossos objetivos com essa educação? Será que a educação e o ambiente escolar são sensíveis e próximos da realidade dos nossos estudantes? Interessantes essas reflexões, não são?

Como já dizia Paulo Freire, a educação não muda o mundo, ela muda as pessoas e essas pessoas que transformam o mundo. Eu acredito muito em uma sociedade justa e igualitária, onde a educação é uma arma essencial para alcançarmos estes objetivos. Para isso, é imprescindível nos posicionarmos neste campo de conflito e de disputa, haja vista que a memória, identidade e a narrativa, não são materiais dados, e sim atribuídos. Então o que me move é isto, a esperança de um amanhã melhor, afinal, o passo é sempre um instante antes da queda, você só não vai cair, se der o próximo passo, com isso, me pergunto, qual será este próximo passo?

O passo que me agrada muito é a proposta da democratização do conhecimento, discutindo assim sobre a função social da escola pública e construindo um ensino e uma sociedade mais justa, igualitária e transgressora. 

Como já dizia Piaget, o professor é um eterno estudioso e aprendiz, então me permitam, se possível, aprender, crescer e evoluir com vocês! 

Bora ser blogueirinha, rs. 

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